Texto – Junior Samurai
Nesta temporada a mulherada do Jiu-Jitsu cearense vem dando show. A faixa-preta Ana Rachel venceu o Mundial, Sul-Americano e outros tantos torneios por esse Brasil afora; Ana Talita conquistou o primeiro título fora do Ceará e logo o Rio Open (que moral!); Monalisa Bastos chegou ao título mundial; a sua xará Monalisa Abreu vem mostrando que uma das maiores competidoras da atualidade; Rebeca Holanda foi campeã em quase todas as competições no Ceará; e Jaquelina Paula, a Tec Toy subiu no topo do pódio em Fortaleza e no Crato.
Sem esquecer de Patricia Benicio ouro em Teresina e que vai cair para dentro do Pan, Maria Nathalia que também vem arrastando tudo e Alessandra Jessica que compete pouco no Ceará, mas fora dele coleciona dúzias de medalhas.
É tem que se dar a César, o que é de César, a participação feminina nos campeonatos de Jiu-Jitsu é cada vez em maior número, as lutadoras proporcionam um espetáculo à parte e trazem mais beleza à arte suave. Tanto em campeonatos como em qualquer academia, o ambiente fica menos rústico e ganha ares mais leves.

No bairro Damas, a faixa-marrom Amanda Carvalho (BFC) vem reunindo as meninas da arte suave uma vez por mês, para um treinão exclusivo intitulado “Mulher no Tatame”. “O Projeto tem o intuito de valorizar o Jiu-Jitsu feminino. Dentro do programa, estou promovendo eventos, como treinões e campeonatos só feminino”, explica.
“A idéia é reunir a mulherada para fortalecer o Jiu-Jitsu feminino e valorizar mais a categoria nas competições, numa grande confraternização”, completou.

Já no facebook uma trupe de garotas cascudas da Gracie Barra lançaram uma fanpage na rede social para valorizar mais a categoria e pregar a união entre as mocinhas da arte suave. “A fanpage é uma pagina no facebook que tem o seu conteúdo disponibilizado ao usuário a partir que os mesmos curtirem. O intuito da criação foi a divulgação de matérias voltadas para o Jiu-Jitsu feminino por meio de fotos e textos, aumentando ainda mais a popularização da categoria e o incentivo da prática do esporte”, disse Alinny Moraes, uma das idealizadoras.
E como fortalecer o Jiu-Jitsu feminino?
“A valorização primeiramente de dentro da sua academia, igualdade e atenção. Mais treinos femininos e eventos voltados para mulheres, e o incentivo para competir”, Amanda Carvalho.
“O Jiu-Jitsu feminino vem crescendo muito no Estado. Acredito que essa era do Jiu-Jitsu ser um esporte masculino já passou! Acredito que falta reconhecimentos por parte dos organizadores dos eventos. Se pagamos os mesmos valores, treinamos todos juntos, fazemos os mesmos exercicios, nos empenhamos da mesma forma… acredito que deveriamos ser premiadas do mesmo jeito”, Luanna Crisóstomo, faixa-branca da Brasa.
“É notório que o Jiu-Jitsu traz para as mulheres os benefícios físicos e mentais (concentração, desinibe, aumenta a auto confiança) tão conhecidos na arte suave. E ainda possui o fato de aumentar a auto estima, vaidade… O incentivo vem que a cada dia as mulheres estão invadindo os tatames em busca de uma arte marcial que não exige força e oferece uma qualidade de vida. Agora é só se levantar e ir, literalmente, a luta”, Alinny Moraes, faixa-branca da Gracie Barra.
E qual a dica para melhorar e incentivar a participação feminina nas competições?
“É ter igualdade de premiações, pois pagamos o mesmo valor de inscrições nos eventos”, Amanda Caravalho.
“A dica que eu deixo pras meninas é que temos que nos unir, e batalharmos por premiações melhores! Temos um projeto novo que é “MULHER NO TATAME”, é importante a nossa união, deixando um pouco de lado essa questão de equipe para conseguirmos melhorias para o nosso Jiu-Jitsu feminino. E a outra dica fica para os organizadores dos eventos: Vamos reconhecer nosso valor, né? A mulherada agradece”, Luanna Crisóstomo.
“O numero de mulheres treinando é bem inferior ao dos homens, mas é numero bom para campeonatos, mas não vemos a participação em massa dessas mulheres que treinam em competições, então para melhorar as disputas só falta a iniciativa de muita delas para competir e deixar as disputas mais acirradas nas categorias femininas”, Alinny Moraes.
Para saber mais informações sobre o projeto Mulher no Tatame é só ligar para (85) 9755-6200
Para acessar a fanpage Jiu-Jitsu para Mulheres é só clicar aqui.
E agora marmanjos? Jiu-Jitsu é arte suave e suavidade lembra…