Patricia Benicio e sua caminhada para evoluir como professora e referência do Jiu-Jitsu feminino cearense

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Texto – Junior Samurai

No dia 9 de dezembro de 2018, Patricia Benicio encerrou seu ciclo na faixa-marrom, com mais um título no Jiu-Jitsu. No torneio do Ranking MEIAGUARDA, a atleta da Octo
Team foi condecorado com a faixa-preta no pódio, e ali se iniciou um novo ciclo na sua carreira. Alias, carreira que não podemos esquecer, porque sempre foi escrita
com muita raça, suor e a frase “Desisto nunca”. “Treinava sanda com o Fernando Moura, e sentia a necessidade de me sentir completa, queria treinar chão. Então procurei
uma academia de Jiu-Jitsu e logo me identifiquei com o esporte. Já entrei com a intenção de competir. Sempre gostei de me testar e me superar”, contou ao Meiaguarda.

“Quando decidi ser atleta profissional o que mais pegou foi a falta de apoio. Mas sempre que podia lutava em outros estado mesmo com tantas dificuldades financeiras”, acrescentou a professora, que resumiu sua história no esporte.

“Na faixa-branca, o que mais marcou foi o primeiro campeonato em outro estado que lutei, no Piauí, o Norte/Nordeste. A categoria era branca/azul e consegui o lugar mais alto do pódio. Ainda na branca.com apenas 6 meses de treinos, lutei o Panamericano dá CBJJE e voltei pro Ceará com uma medalha de ouro, foi aí que eu soube o que queria fazer isso pelo resto da vida. Na azul e roxa treinava muito e meu jogo já estava ficando consistente, ganhei muitos campeonatos mas não tive chance e nem patrocínio pra lutar fora do Brasil. Já na marrom encerrei sendo campeã do Triangle 2018 e também do Ranking MEIAGUARDA. E agora tô escrevendo minha história na  preta”, contou a eximia passadora;

Com o passar do tempo, dificuldades continuaram a aparecer, como também oportunidades de crescimento que deram um fôlego a mais para a talentosa lutadora. “Na faixa-marrom tive que trabalhar em empresa particular, o que me trazia muita infelicidade, daí veio a vontade de abrir uma turma exclusivamente pra mulheres, o que não existia aqui no Ceará até então. Descobri mais uma paixão. De ensinar e ajudar mulheres”, falou.

“Com esse tempo em casa devido a pandemia, encontrei uma vontade de saber mais sobre a história do Jiu-Jitsu feminino. Acabei encontrando alguns nomes, e isso me trouxe cada vez mais vontade de aprender e curiosidade. Consegui contato com algumas pessoas e então veio a ideia das lives, eu senti a necessidade de compartilhar essas informações com outras mulheres e pessoas, acrescentou Patricia, que hoje é a referência do BJJ Feminino no estado do Ceará.

“Tenho trabalhado muito pra conquistar meus sonhos. Espero poder abrir um CT exclusivo para mulheres e poder ajuda-las em vários âmbitos. Além de colocar meu projeto de proteção as mulheres, ensinar defesa pessoal e dar suporte jurídico, psicológico, entre outros. Acho importante mostrar a outras mulheres que elas podem! Tirar esse tabu de que arte marcial é só para homem, e ser uma referência do Jiu-Jitsu feminino, tendo como objetivo ajudar mulheres a creditar nelas mesmas e mostrar que não estão sozinhas”, concluiu a filha do senhor Alex e dona Dora.

“Agradecer ao site Mei”.guarda, que é um dos maiores incentivadores dos projetos para mulheres e está sempre trabalhando pela equidade no esporte”.

Patricia Benicio é atual campeã peso e absoluto do Vitória Open da IBJJF e ministra aulas na academia Escola da Guarda localizada na

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