Como o Jiu-Jitsu ajudou Samuel Falcão vencer a depressão e se tornar mais humano

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Texto – Junior Samurai

Samuel Falcão deixou de frequentar a academia de Jiu-Jitsu aos 15 anos, após um bonito flerte com a arte suave. Os treinos eram excelentes e ele chegou até a competir, mas dificuldades de ordem financeira surgiram pelo caminho, e ele foi obrigado à se afastar aos poucos até parar de vez. Com o passar dos anos, problemas pessoais geraram ansiedade e depressão, aí o Jiu-Jitsu que é uma ferramenta capaz de ajudar seus praticantes nas mais diferentes frentes salvou nosso entrevistado de hoje. “Só considero de verdade meu início no Jiu-Jitsu em 2013, apesar de treinar desde de 2003. Antes não tinha tanto valor, mas depois que Deus utilizou o BJJ como ferramenta para me salvar de uma depressão, ai o Jiu Jitsu se tornou muito importante pra mim. O Jiu foi um escape em 2013”, contou.

“Eu estava obeso e tava saindo de uma depressão muito profunda, tomando remédios. Não foi uma forma muito fácil e voltei pensando de uma forma de me tirar daquela situação, Eu precisava melhorar minha mente e consegui. Fora essa melhoria mental, a arte suave me mostrou a ser mais humano, a entender que eu vou perder e vou ganhar e que a vida é exatamente assim. As vezes cometemos erros e isso tem um preço no caso do Jiu uma derrota, no caso da vida as vezes perdemos pessoas e oportunidades. O jiu me ensinou a observar meus erros e tentar conserta-los”, acrescentou o faixa-preta que hoje é destaque nas competições, e lembra todos os detalhes do primeiro torneio que disputou.

“Foi a Seletiva para o Mundial CBJJE em 2003. Eu tinha uns 40 dias de jiu-jitsu e na chave tinha 3 pessoas contando comigo. Lembro de cada detalhe daquele dia, foi uma experiência sensacional”, disse.

“Depois da pausa que dei no esporte, retornei e acho que não houve um momento em que senti como grande competidor. Acho que me destaquei muito mais pelo que fiz por outras pessoas do que pelo que fiz como atleta. Comecei a competir de verdade já velho e cheio de lesões, fiz o que pude e vou continuar fazendo”, completou o líder da equipe Ubuntu, que também recordou essa mudança de praticante/atleta para professor.

“Eu sempre gostei de ensinar, muito jovem eu dava aula de música e ministrava cursos na igreja. Eu gosto de repassar o que aprendo e eu sempre quis isso. Quando a oportunidade apareceu pra mim foi maravilhoso e eu nem pensei duas vezes”, falou;

“Dirigir a Ubuntu é extremamente difícil. São centenas de cabeças pensando diferente e mesmo com ideias e pensamentos diferentes precisamos ficar juntos e cuidar uns dos outros. Em vários momentos falhei como líder e professor e já falharam comigo tb. A exposição do líder é enorme e tudo que faço ou falo muitas vezes repercuti muito e nem sempre passa a mensagem que eu queria passar. Apesar dos desafios eu amo fazer o que faço e acredito que estamos no caminho certo”, prosseguiu sem deixar de mencionar o legado que quer passar para seus alunos.

“Quero que eles sejam pessoas que se preocupam umas com as outras, não ligo para troféus e medalhas. Eu quero que se sintam bem em um ambiente que traga paz a todos e quero que eles aprendam a conversar”, concluiu Samuel, que ainda compartilhou um aprendizado com nossos leitores.

“Não desista! Quem não desistir vai ser um faixa-preta. Essa foi a frase que ouvi e mais me marcou no BJJ e deixo ela a todos”,

“Quero agradecer a Deus pela minha vida e das pessoas que eu amo. A minha equipe Ubuntu e todos que quando precisei cuidaram de mim”.

Ubuntu Jiu-Jitsu
Endereço – Rua Santa Efigenia, 60, Messejana
Contato – 85 9777-4096

 

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